segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Trinta de dezembro

30 de dezembro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


30 de dezembro é o 364º dia do ano no calendário gregoriano (365º em anos bissextos). Falta 1 dia para acabar o ano.
Eventos históricos
• 1352 - É eleito o Papa Inocêncio VI
• 1460 - Guerra das Rosas – Batalha de Wakefield: Grande vitória dos Lencastre (ou Lancaster em inglês) de Margarida de Anjou;
• Ricardo de York é executado por traição ao rei; o seu filho Eduardo sucede-lhe como Duque de York
• 1853 - Acordada a Compra Gadsden entre os Estados Unidos e o México
• 1851 - Fundação do Condado de Whitfield
• 1916 - Grigori Rasputin é assassinado a mando da família imperial russa, para pôr fim à sua influência sobre a czarina Alexandra
• 1922 - O Conselho dos Sovietes cria a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
• 1927 - Abre a primeira linha de metrô japonesa, em Tóquio
• 1944 - O estado de Washington registra sua temperatura mais baixa: -44 °C
• 1947 - Sob pressão dos comunistas, Miguel I da Romênia abdica
• 1953 Emancipação do distrito de Salto de Pirapora (São Paulo, Brasil, conforme a Lei Estadual n° 2456, • que é desmembrado do município de Sorocaba
• Criação do distrito de Batinga, na Bahia, através da Lei Estadual nº 628, anexado ao município baiano de Alcobaça
• Pela lei estadual nº 628, foram criados os distritos de Ibipetum ex-povoado de Gameleira, Minas do Espírito Santo e Ouricuri de Ouro, anexados ao município de Brotas de Macaúbas(Bahia, Brasil)
• 1957 - Rede Globo: o Conselho Nacional de Telecomunicações publica decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda • 1959 - Fundação do município de Solânea.
• 1962 - Emancipação do município de Olaria e de Ingaí.
• 1968 - Golpe militar de 1964: divulgada uma lista de políticos cassados
• 1972 - Guerra do Vietnã: os Estados Unidos suspendem os pesados bombardeios ao Vietnã do Norte
• 1973 - O Vaticano e Israel estabelecem relações diplomáticas.
• 1998 - Criação do Vale do Aço
• 2000 - Sonda Cassini-Huygens faz a maior aproximação ao planeta Júpiter
• 2004 - Incêndio na Discoteca República Cromagnon em Buenos Aires mata 194 pessoas e deixa mais de 950 feridos
• 2011 - Samoa e Tokelau saltam o dia 30 de dezembro e passam para o lado ocidental da Linha Internacional de Data




terça-feira, 21 de junho de 2011

O eterno retorno

Muito já se falou desse eterno retorno, desde antigas filosofias indianas, passando pelo Egito, os estoicos, e mais conhecido por todos em Nietzsche. Reflito sobre esse eterno retorno ao alinhavar esse post, que se apresenta como uma fênix que resiste e ressurge.



Tenho escrito muito em inglês e minhas crônicas ficaram noutro tempo, fora de mim. Mas hoje reconheci um desejo de voltar a falar minha lingua materna em público. Por isso retorno aqui, ao meu primeiro blog, meu primeiro refúgio, lugar onde plantei segredos para serem colhidos por qualquer passante, mas que muito raramente foram vistos em plenitude. Já não há razões para segredar ao vento coisas sem sentido na tentativa de fazer sentido do nada. Já não existe necessidade de trocadilhos e metonímias, apenas a metáfora, por ser meu transporte favorito desde sempre. Não sei escrever sem metaforizar, por isso sigo assim, jogando meus simbolos e conversando comigo mesma, enqunato deixo que estranhos e conhecidos escutem a conversa.


Penso que voltarei em breve para arrumar a casa, abrir as janelas todas e deixar entrar o ar fresco desse verão timido, para so então de fato recomeçar. Até breve.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Fechando ciclos

Hoje fechei mais um importante ciclo na minha vida. Conclui algo a que vinha me dedicando ha meses. A sensacao de dever cumprido, de fase concluida, de desafio vencido, de cilco fechado e abertua de um novo...tudo isso junto me fez refletir bastante.


A partir de hoje comeco uma nova etapa, a qual tem um prazo bem claro, inicio, meio e fim. Ordem e progresso fazendo sentido de fato.

Gracas a isso, a essa reflexao, a essa sensacao de termino e comeco, eu agora decidi que comecarei um novo blog. Um blog nao mais sobre as cronicas de uma estrangeira, mas sim as cronicas desse novo ciclo que se abre hoje. Ainda nao decidi o nome do blog, nem se vou aloja-lo aqui ou no wordpress. Nao decidi nada sobre ele ainda, so que ele vai comecar a existir hoje, no entanto, nao sei se sera publicado hoje.


Assim que o blog for publicado, virei aqui deixar o link.


Por enquanto, digo apenas muito obrigada a quem visitou este blog, em especial a quem voltou, e mais especialmente ainda a quem vem retornando desde muito tempo: meus amigos. Aguardem o blog novo em breve.


Hasta la vista, babies...




"Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a
parte
Casual na vida como na alma,
Fantasma a errar em salas de
recordações
Ao ruído dos ratos e das tábuas que rangem
No castelo maldito
de ter que viver"
Fernando Pessoa

Update: O novo blog ta a caminho :-)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Festa da Vida 2009

Dia 7 de Junho (domingo) haverá apresentação do Grupo Poemas Violados na Festa da Vida 2009. O evento acontecerá das 16 às 20 horas, no Parque Ecológico Rio Branco (Av. Pontes Vieira)

A Festa da Vida é realizada há onze anos dentro das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. Tem como finalidade promover educação para a cidadania, em clima de descontração e celebração da vida através de números artísticos e exposição de trabalhos de pessoas e entidades que defendem a vida em seus vários aspectos.



A coordenação deste evento é do incansável casal Luisa Vaz e Ademir Costa, criadores do Movimento Pro-Parque.


Reuniões quintas-feiras, 19h30min,

na Rua Castro Alves, 180

Joaquim Távora

CEP 60130-210

Fortaleza

Tel. 3254 1203

9994 9052

e-mail: movimentoproparque@bol.com.br

Não inventei a mim.

Por que se eu tivesse inventado

teria me feito assim:

metade noite, metade dia

sem verso quebrado

sem aspas, nem parênteses

teria me feito transparente

eternamente lúdica

lúcida, translúcida

verso e reverso do tempo

em contagem regressiva

Se, como uma deusa

eu tivesse me feito a mim

teria me refeito tantas vezes!

Esqueceria desencontros

endereços, desencantos...

Esqueceria, de propósito,

(bem no meio do caminho)

minha louca irreverente alegria

meio artista, meio normal

(Nada inteiro eu me queria...)

E à luz de uma meia lua

metade eu seria noite

metade eu seria dia

Nilze Costa e Silva

quarta-feira, 13 de maio de 2009

De passagem...trazendo Lya Luft

Ando lendo, escrevendo, lendo, escrevendo, lendo, escrevendo...e sem tempo de postar aqui. Mas relendo um (dos meus) blog antigo, que abandonei faz tempo (e por enquanto), reli esse poema que agora cabe tao bem, e sempre, no meu sentir e pensar:

Não perguntem pelo meu poema:
Nada sei do coração do pássaro
Que a música inflama.
Não queiram entender minhas palavras:

Não me dissequem, não segurem entre vidros
Essas canções, essas asas, essa névoa.
Não queiram me prender como a um inseto
No alfinete da interpretação:
Se não podem amar o meu poema, deixem
Que seja somente um poema.
(Nem eu ouso ergue-lo entre meus dedos e perturbar a sua liberdade).


(Lya Luft)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Goiabada, filosofia barata e Kalina

Estava aqui diante do meu pacotinho de goiabada e filosofando pensando besteira. Ocorreu-me que a onda de blogs, orkut e afins tem alterado nossa forma de ler e contar historia. A gente agora lê o final primeiro. As coisas mais recentes ficam sempre antes das mais antigas.
Eu não tinha parado para pensar nisso ainda, mas agora sentada na cozinha, comendo goiabadinha ainda sinto a delicia do abraco da amiga que saiu daqui agorinha há pouco e essa lembrança tão recente me faz pensar no quanto espero repetir a dose. Então vou contar nossa tarde meio de traz pra frente.
Começando aqui das quase findas goiabadinhas (a foto foi tirada antes delas começarem a ser literalmente devoradas, portanto, a foto esta muitíssimo desatualizada rs). Antes de sentar aqui para me deliciar sozinha com essa doçura, fiz parte de um abraco gostoso com uma amiga recente que já se tornou amiga queridíssima Nordestina da peste, me deixou depois do tal abraco, mas isso foi depois de termos desfrutado de momentos de gargalhadas, abraços e beijinhos com meus pequeninos. Acho que foi a primeira vez que eles receberam tanto calor humano de alguém que não fosse família Crianças crescendo em um contexto em que as pessoas são comedidas nas demonstrações de carinho, aprendem cedo a se conter. Mas ela os conquistou e os fez gargalhar em seus abraços arrochados e seus cheiros nordestinos.
Mas nem sempre foi assim. Antes disso eles rodeavam a mesa do almoço, escapando de sentar e comer direitinho como a mãe adoraria mostrar que eles sabem fazer tão bem. Curtiram a liberdade dada pela mãe ocupada com o papo em português com a amiga divertida (isso bem depois do primeiro momento quando se esquivavam da aproximação da visita). Almoço no jardim, celebrando a primavera, apesar doventinho gelado fazer certas pessoas do Piauí sair correndo para botar o casaco, enquanto certas pessoas brabas do Ceara bancam as fortes e não se rendem, sustentando o modelito vestidinho de verão Tudo em torno de um almoço simples, mas feito com amor.
Falando nisso, o almoço nem sempre esteve assim, servido sobre a mesa do jardim. Quando a visita chegou o dito cujo estava na forma nada apetitosa de comida crua, sendo preparada, agora em meio a uma conversa e outra, um menino e outro vindo dizer algo ou pedir algo, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Aos olhos da visita o almoço foi sendo preparado, e um cafezinho na cafeteria chiquérrima, servia apenas para inundar o espaço do aroma familiar, mas a dona da casa jamais lembrou de servir o dito cujo. Jamais er um pouco demais, porque sim, entre esse momento da preparação do almo e aquele abraco apertado da partida, houve sim espaço para não apenas um, mas dois cafezinhos com pão e manteiga.
Mas muito antes do almoço começar a ser preparado, as crianças se preparavam para conhecer essa tia nova que viria falando português e oferecendo o calor reconfortante da amizade. Nome da amiga na ponta da língua, bons modos suplicados pela mãe e prontamente ignorados claro, espaço bagunçado a moda da casa, no estilo Clarissiano de espalhamento dos elementos por todos os cantos e recantos. Pequenos ajustes no estiloLeonardiano de tentar botar ordem no caos fraterno [sem muito sucesso, diga-se]. Musica brasileira tocando alto, gritando aos quarto ventos que a casa estava feliz, sorridente, pronto pra abrir os bracos e deixar entrar a amiga.

Mas quem diria que tudo isso começou graças a dois ou três encontros totalmente casuais pelo campus da universidade, depois de uma espiada mutua em perfis no orkut, contatos tímidos iniciais em comunidades e finalmente o add friend. Antes disso, esse terreno era sem forma e vazio. Nos não existíamos uma pra outra. Felizmente esse não e o fim da historia, mas o começo

sexta-feira, 10 de abril de 2009

As 41 coisas que pretendo fazer nos proximos 41 anos

Pra mim, o grande segredo da fellicidade e manter a capacidade sonhar e de lutar pelos sonhos. E a Primavera e deliciosamente encantadora e encantante, sempre me faz sonhar mais que noutras epocas do ano. Entao ai vao umas gotas dos meus sonhos atuais:





1. Terminar de escrever minha tese
2. Terminar o curso
3. Publicar pelo menos um artigo antes de concluir o curso
4. Publicar loads depois de concluir
5. Terminar de escrever a historia da Cecilia
6. Traduzir meus livrinhos com diversos finais e publica-los
7. Ver meu filhote ir pra a “escola grande” (Reception Year, ou seja, primeira serie daqui)
8. Ouvir meu filho lendo pra mim na proxima Primavera
9. Ver minha pequena comecar a pre-escola
10. Conversar com meus filhos em Portugues
11. Ver os primeiros girassois plantados por mim florirem (falta pouco)
12. Comecar um curso de pintura em pasteis
13. Voltar a costurar e criar com tecidos (bolsas, vestidos, fantasias pra os meninos etc.)
14. Ir ao Brasil
15. Ir a Portugal
16. Ir ao Brasil de novo
17. Ir a Sparks, Nevada
18. Conhecer a Escocia
19. Comecar uma nova pesquisa
20. Ir a todas as conferencias possiveis e imaginaveis
21. Participar de tantas conferencias quantas eu der conta
22. Sair pra dancar (e tb fazer um curso de danca de salao so por diversao)
23. Ir ao Brasil de novo
24. Ir a Portugal de novo
25. Entrar pra um grupo de poesia
26. Ser colunista de uma revista feminina
27. Ser voluntaria em trabalho filantropico de apoio a mulher e a crianca
28. Criar algo inedito (nao da pra contar o que vai ser hehehe)
29. Fazer curso de fotografia
30. Fazer Yoga
31. Ir ao Brasil de novo
32. Aprender a pintar porcelana
33. Aprender pintura em tecido
34. Separar tempo pra arte no meu dia-a-dia
35. Ir ao Brasil de novo
36. Acompanhar meus filhos em atividades esportivas que eles se identifiquem
37. Acompanhar meus filhos (cheia de orgulho) em atividades ligadas a arte
38. Visitar todos os museus de historia e de arte do pais antes dos meninos chegarem a adolescencia (ou a idade do “this is not cool”)
39. Visitar o maximo dos paises europeus antes dos meninos chegarem a dolescencia
40. Ter tornado possivel os meninos conhecerem bem o Brasil antes da idade adulta
41. Ter tornado possivel os meninos conhecerem bem Portugal antes da idade adulta

segunda-feira, 6 de abril de 2009

As 41 coisas que mais marcaram meus 41 anos de vida

Pra comemorar meus 41 decidi fazer uma listinha daquelas que circulam por ai nos blogs e em revistas femininas.



1. Minha mae
2. Ser irma do Cece
3. Ser tia ao 7 anos de idade
4. Nao pertencer a um lugar especifico (nasci no interior e cresci em Fortaleza, entao nem nunca fui considerada de Fortaleza e muito menos da cidade onde nasci)
5. Estudar numa escola em que ser branca era um problema
6. Fazer ginastica de solo
7. Fazer danca moderna em todas as escolas por onde passei
8. Crescer com meus amigos Umberto e Priscila e te-los como irmaos por adocao
9. A morte do meu pai
10. Meu primeiro ano de universidade com todas as suas peculiaridades, contradicoes e descobertas
11. Conhecer minhas amigas do Cinco (Debora, Gil, Ge e Bra) e formar um vinculo de amizade unico e essencial
12. Trabalhar no Colegio Batista no tempo do Ze Milton e da Solange
13. Telmir
14. Trabalhar lado a lado com Creuza, Bel e Fatinha
15. Encontrar minhas irmas Adriana e Regina Camara
16. Ser aluna do Professor Leonel Correia Pinto
17. Estudar com Alicia Fernandez e seu marido Jorge Goncalves da Cruz
18. Descobrir a psicopedagogia da Alicia
19. Trabalhar no Kerigma (se fosse explicar as razoes teria de fazer uma lista so pra isso)
20. O convivio diario com dona Rita, seu exemplo e sua amizade
21. A morte do meu irmao mais velho
22. Reencontrar as amigas do Cinco depois de um longo tempo afastadas e redescobrir a amizade antiga
23. Ser aceita no doutorado/doutoramento em Portugal (depois de tantas tentativas frustradas de entrar pra o mestrado no Brasil)
24. Ter de abandonar o doutorado/doutoramento em Portugal
25. Viver longe do Cece
26. A saudade constante da minha mae
27. O amor incondicional dos meus irmaos mais velhos Didi, Zeni e Bebetinho
28. A perda dos meus livros de estimacao
29. A distancia de casa (casa incuindo TUDO, o lugar, as pessoas, a cultura, a comida etc.)
30. A amizade e o amor incondicional do meu sogro Seu Serafim
31. A morte do Seu Serafim
32. Ficar gravida
33. Ser mae
34. Ser mae pela segunda vez
35. Entrar pra o PhD na Inglaterra
36. Fazer a primeira publicacao em Ingles e nao em Portugues
37. Tomar a decisao de partir quando o segundo casamento chegou ao fim
38. Ver meus filhos construindo suas proprias asas
39. Driblar o medo e acender a esperanca diariamente
40. Formar um novo circulo de amizade verdadeira nessa patria distante que nao eh minha, nem eu dela
41. Manter inabalavel minha fe em Deus (apesar dos homens, inclusive os que falam em nome Dele) e gracas a isso estar sempre pronta a recomecar cheia de sonhos e esperancas.

Idade nova, ano novo, tudo novo...

domingo, 5 de abril de 2009

Breculê


Voce sabe o que signfica Breculê?

Se nao sabe, precisa saber...




quarta-feira, 4 de março de 2009

Acordei para o Acordo!


Nao me admiro nada do tempo que demora para eu me dar conta das coisas que acontecem a certa distancia da minha casa ou do meu cantinho na universidade. Por isso mesmo, nao me espanto que so agora eu tenha parado pra ver os detalhes do acordo ortografico (que ja eh antigo, mas que de tanto ter sido discutido e adiado, eu ja nem sabia em que pe tinha ficado). Pois bem, hoje li as mudancas e devo dizer que nunca simpatizei muito com o acordo, pois sempre achei que privilegia uma das versoes da nossa querida lingua portuguesa, mas quem sou eu pra dar pitaco?

Eu so acho que poderiam ter banido logo todos os acentos e sinais latinos, assim meu telcado deixaria de ser "desabilitado" e passaria ao nivel da normalidade. Estando de acordo ou nao com o novo acordo velho, vou penar pra aprender as mudancas todas sem ter tempo de praticar muito.

Se voce ainda nao conferiu, aqui vai o link pra o dito cujo (pdf para download).

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Post novo



Nao tem post novo aqui, mas tem ali. Por favor deem uma olhadinha.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Enquanto a Lua Derrama o Anoitecer, Dormem Odes de Lamentos Tantos Enebriados pela Luz


Nao, ela nao me conhece
Talvez tenha me visto em papel ou numa tela
Mas jamais me encontrou
Nao a mim

Nao, eu nao a conheco
Nem mesmo vi sua imagem em papel ou tela
Jamais a encotrei
Nao a ela

O que ela conhece sobre mim é nada mais que um eco de sons inaudíveis
O que ela sabe nao passa de um nao-saber, um nem-sequer-imaginar

Separadas pela geografia, pela historia e pela metafísica
Seguimos caminhos distintos que jamais se cruzam
Sem nem ao menos serem paralelos
Sao apenas caminhos, nem opostos, nem convergentes
Caminhos distintos para o desencontro infinito

Quisera ela saber quem sou, dizer-me sua verdade toda
Quisera ela ouvir minha voz, nao mais o eco do nao-dito
Mas eu nao quero, apenas lamento o enredo que a engana e engoda
Mas mais nao posso alem do lamento

Talvez possa apenas acrescentar a este, uma esperanca
A de que ela jamais caia no laco ou morda a isca
Que ela escute as pausas do eco e os gritos do silencio
E alcance sabedoria para nao se fazer presa facil
Da noite enluarada daquele porto remoto

E se ela por um acaso do Destino me ouvir a mim
Que domine a mestria do calar da noite
Do sussurrar do vento
Do silenciar da montanha



(Desculpem-me, mas voltei sem acentos e outros sinais latinos)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.


E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

terça-feira, 11 de novembro de 2008

As sem-razões do (des)amor

Passei por aqui por uma razão tola que nem vale a pena comentar, mas valeu pelo fato de ver que há ainda quem visite este pequeno espaço da blogocéia desvairada. Decidi então deixar aqui uma pequena nota: estou voltando!!! Em breve post novo por aqui. Quem viver verá!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

De passagem

Vim dar uma espiada se alguma boa alma ainda visita este blog. Para estas caridosas criaturas deixo um presentinho:

Ele não é Verissimo, mas é veríssimo

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pra onde ela foi?

Sem tempo para escrever algo aqui, reedito um post antigo:


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Procuro por ela e não vejo seu sinal. Parece que ela sequer existiu algum dia. Lembro-me dela pisando firme, trilhando seu caminho de cabeça erguida, certa de seu valor e seu potencial, embora a dúvida sempre tenha lhe feito companhia. Ela andava de mãos dadas com amigos caros, com coolaboradores bondosos e pessoas com quem compartilhava amor. Guardava mistérios indecifráveis, nascidos da poesia pessoana e do seu jeito todo particular de ler e interpreter o mundo à sua volta. Muitos se sentiam inspirados por sua determinação, outros desafiados por seus enigmas, outros protegidos por sua coragem e força, e uns poucos, ofendidos por sua obstinação e teimosia. Pensando bem, ela não deve ter existido nunca, em lugar algum, fora da minha imaginação fértil. Alguém que guardava dentro de si uma escritora latente, uma artista cujos quadros surgiriam e viveriam de sombras, uma amiga fiel, uma sonhadora convicta, não poderia desaparecer como fumaça. Ela iria publicar seus livros, tocaria muitos corações com suas palavras, faria nascer um mundo onde seus semelhantes mais remotos poderiam habitar e escapar da solidão amarga dos incompreendidos, saltando por uma janela que traria a visão do céu de Ícaro sem o risco da queda fatal. Onde ela terá guardado seus propósitos, seus projetos de beleza? Teria ela delegado a alguém, as tarefas que tanto desejava fazer? Teria desaparecido sem cumprir sua missão? Diante de tantas indagações sem resposta sou forçada a reconhecer que ela só pode ter sido um sonho, do qual acordei sem me dar conta de que estava dormindo. Achego-me às janelas que ela tanto amava e percebo que todas trazem cortinas cerradas, como véus protetores de castidade. Quase posso vê-la ali, ao pé da janela da sala, tentando ver através da trama do tecido, com as mãos inertes, impedidas de decerrar o véu. Sei que ela esteve ali, que pôs as mãos nas cortinas, sem conseguir ver o dia claro que se mostrava do outro lado do pano. E ela que havia nascido para a luz, para a imensidão dos céus, para os vôos altos, ao achar-se privada da liberdade de viver sua essência, deixou-se dissolver, sentada numa cadeira fria, numa sala vazia, coberta pela penumbra ao pleno meio-dia, no meio da primavera. Encontrei a cadeira vazia e um perfume seco de lágrimas enchendo a sala. Nunca tinha sentido o cheiro de lágrima, mas o reconheci imediatamente, bastou-me sentar na cadeira e tocar o tecido que veste a janela. Fecho os olhos e ainda agora quase posso vê-la, trazia um livro numa das mãos, enquanto a outra fazia poesia sobre um qualquer papel e seus olhos mergulhavam na imensidão do oceano que ela planejava cruzar um dia. Vejo-a ora rodeada de pequeninos, ora rodeada de graúdos, ora diluída na multidão. Vejo-a tão nitidamente real e palpável que custa-me admitir que tenha sido uma ilusão. Volto ao dia em que ela, ainda menina tornando-se mulher, ficou apaixonada pela luz matinal que invadia o quarto de uma amiga mais afortunada, que tinha uma janela imensa, vestida apenas por um delicado véu transparente, cujo amarelo deixava-se invadir pela luminosidade, parecendo que a janela estava nua. Durante muito tempo, ela sonhou com o dia em que teria sua própria janela generosa. Abro os olhos e as janelas de hoje são tantas e tão generosas quanto aquela, mas ela não colheu essa generosidade de luz, graças a possíveis olhos intrusos que poderiam aproveitar a carona e entrar junto com o sol, capturar sua beleza e roubar seu coração. Foi nesse momento que ela desejou ardentemente transubstanciar-se em Rapunzel, protegida em sua torre, livre dos olhos ladrões de coração, à solta no mundo lá embaixo. No alto da torre poderia banhar-se de luz, mas não poderia alçar seu vôo vital rumo à amplidão e por isso desceu da torre antes mesmo de subí-la. Preferiu deixar-se dissolver, evaporar, sumir. Foi brincar de inexistir. Apesar disso, em mim permanence essa sensação de lhe ter tocado as mãos, beijado as faces. Sensação estranha diante de uma enorme ausência que não se contrapõe a uma presence, já que se trata de alguém que eu mesma criei, para sentar-me com ela, com as lembranças que compus. Ouço suas queixas tantas. Enfado-me de suas críticas, auto-críticas e reclamações. Deixo-me invadir por seu espírito sempre insatisfeito e seu hábito de falar minunciosamente de tudo, dando a cada ínfimo detalhe a relevância de um grande evento. Encanto-me com seu jeito exagerado de amar e desamar. Extremada no amor, como no ódio, no unir-se de forma visceral como no separar-se de forma definitiva. No crer, como no duvidar. Por ser extremada assim foi que me deixou apenas esta cadeira, esse cheiro seco de lágrima e as janelas cerradas. Seu hábito de optar pelos extremos levou-a a escolher a negação total e irrestrita, tão ampla que nada escapou à sua desaparição e desexistência, ou desistência do existir. Sobrei eu, vazia dos sonhos que aprendi com ela, vazia da mínima chance de realizá-los. Presa a este vazio de quem se olha no espelho à procura da própria cara e dá de cara com um vidro transparente sobre uma parede branca. Os olhos que haviam se preparado para visualizar o rosto não sabem o que fazer diante do branco inerte sem face. É assim o vazio que conheço desde que me sentei nesta sala escurecida por decreto. Assim, sem ela, nem me apetece abrir as cortinas. O bege do pano basta-me. Enxergo através de uma transparência que guardo em meu olhar, através da qual vejo a imagem daquela que não tendo existido dá-me a impressão falsa de que eu existo. Aturdida por pensamentos paradoxais, abandono a cadeira e vou à rua ao encontro da gente que povoa este mundo. Quem sabe encontro alguém que me dê notícias daquela que desapareceu como fumaça, deixando atrás de si um rastro de inexistência. Então vejo os rostos. Todos sem forma definida, fisionomias que não evocam lembrança qualquer que seja, cores e formas que não me lembram nada. Pergunto a uma jovem sem rosto se viu a minha desaparecida. Numa língua estranha ela me conta que viu uma estranha passar por esta rua, como se andasse perdida ou esquecida. Mas não se tratava da mesma pessoa, concluí. A perdida e esquecida chamava-se Maria e do pouco que podia ouvir de sua voz, não falava de beleza, nem mesmo de coisas racionais. Suas frases pareciam colchas de retalho que haviam sido montadas com pedaços unidos ao acaso, sem estreita relação entre cores e texturas. Nunca a ouviram falar de poesia e nem usava metáforas. Em nada se parecia com aquela que evaporara, que inventara o jogo da inexistência. Era outra pessoa.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Oração pelo Ano Novo



Obrigada por um outro ano novo e pelas possibilidades novas de cada dia.


Nós oramos pela paz, por luz, e por esperança, e


que nós possamos campartilhar com o outro.


Perdoa-nos pelos erros deste ano passado.


Nós deixamos o passado em tuas mãos


e te pedimos pela nova etapa que se inicia.


Amém!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Casa

O que mais é digno além do amor
Dê uma volta em qualquer rua agora
Cada um de nós em nosso próprio pequeno mundo
Procura um coração com quem pulsar junto agora


O que mais é digno além do amor
Eu estou preparado para o fazer teste agora
O que é digno mais que qualquer coisa
Para o manter firmemente de pé agora

Então a imagem falsa deveria desaparecer
Porque eu anseio por muito tempo por um sentimento de casa
Vida real, descrita em canção
Uma memória adorável
Depois de tanto tempo, casa é um lugar onde eu deseje pertencer

Onde a terra encontra o mar
Ela estará sorrindo assim doce agora
Eu espero que ela esteja aqui mais tempo que eu estarei
Meu coração a ama com cada batida agora

Então a imagem falsa deveria desaparecer
Porque eu anseio por muito tempo por um sentimento de casa
Vida real, descrita em canção
Uma memória adorável
Depois de tanto tempo, casa é um lugar onde eu deseje pertencer


Essa foi uma tradução livre que fiz da canção (uma das) que toca na coluna da direita do blog.

Segue a letra em inglês:


HOME (Simply Red)

What's worth nothing else but love
Take a walk down any street now
Every one of us in our own little world
Looking for a heart with whom to beat now
What's worth nothing else but love
I'm prepared to take the heat now
What's worth more than anything else at all
To keep you firmly on your feet now
So fake cool image should be over
'Cause I long for a feeling of home
Real life, depicted in song
A loving memory
After long, home is a place where I yearn to belong
Where the land meets the sea
She'll be smiling so sweetly now
I hope that she'll be here much longer than I will
My heart loves her with every beat now
So fake cool image should be over
'Cause I long for a feeling of home
Real life, depicted in song
A loving memory
After long, home is a place where I yearn to belong

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Achado

Encontrei [por acaso] Nilze e eu bem aqui.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Quando nosso tempo é restrito chovem hoaxes


Quando temos mais atividades a fazer do que o tempo disponibilizado para elas, costumamos super-valorizar o prejuizo de cada minuto dispensado ao que nao seja essencialmente importante. Bom, eu pelo menos sou assim. Vivendo exatamente uma fase dessas, chega-me a tirar a paciência a quantidade de mensagens que me chegam por email, e que na verdade nem sao verdadeiramente para mim. Recentemente recebemos aqui em casa, de destinatários distintos e diversos, uma mesma mensagem que inicialmente nos impressionou, até nos moveu a ajudar. Tentando ajudar, investi alguns minutos do meu escasso tempo a procurar uma informacao que, acreditávamos, poderia ajudar uma criança enferma. Nessa busca descobri que a mesma mensagem já circulava na Internet em 2001 com o texto exatamente igual, os nomes das pessoas, a idade da criança. Bingo! Mais um hoax. Cada coisa que aparece que parecem duas.
Nao foi o primeiro, nem será o último. Invariavelmente essas mensagens de hoax nos colocam numa posiçao desconfortável diante de quem nos envia. Nem sempre dispomos de tempo para responder a cada pessoa explicando que aquilo que nos enviou tratava-se na verdade de um embuste, ainda que façamos isso, fica a critério da pessoa fazer o mesmo a quem enviou e de quem recebeu. Nem sempre as pessoas estao prontas a desacreditar naquilo que acreditaram. Seja como for, achei melhor partilhar o assunto aqui, crendo que há mais pessoas padecem do mesmo mal. Aproveito e transcrevo aqui parte do artigo da Wikipédia sobre hoax, e me permiti fazer pequenas modificaçoes. Segue o texto adaptado da Wikipédia.














  • Dá-se o nome de hoax ("embuste" numa tradução literal) a histórias falsas recebidas por e-mail, cujo conteúdo, além das conhecidas correntes, consiste em apelos dramáticos de cunho sentimental ou religioso, supostas campanhas filantrópicas, humanitárias ou de socorro pessoal ou, ainda, falsos virus que ameaçam destruir, contaminar ou formatar o disco rígido do computador.
    Uma dica simples é sempre acessar o site da empresa envolvida no "hoax" ou tentar ligar para eventuais números mencionados na mensagem, de modo a verificar a sua autenticidade. Porém, algumas regras já consolidadas pela experiência, indicam uma boa conduta e têm grande valor no combate à pirataria de e-mails:


  • Ao encaminhar mensagens para destinatários múltiplos, use sempre o campo de "Cópia Oculta" (CCo ou BCC). Lembre-se que nem todas as pessoas querem ter seus endereços de email circulaando pela Internet desnecessarimente, a menos que você tenha consultado as pessoas antes de enviar seus nomes e endereços a todos os seus contatos.



  • Antes de responder ou repassar qualquer e-mail, limpe as mensagens anteriores que não sejam relevantes. Limpe também eventuais resíduos e formatos desnecessários do texto antigo e, principalmente, limpe todos os endereços de e-mails que possam restar juntos à mensagem original.



  • Não repasse a sua versão da mensagem como anexo. Essa prática induz a formação de sucessivos anexos de anexos que sempre escondem endereços de e-mails alheios, além de revelar o seu desinteresse pelo conteúdo encaminhado.



  • Evite mensagens que contenham tão somente programas executáveis ou apresentações do tipo PowerPoint pois, além de exigirem requisitos técnicos próprios, recursos de máquina e disponibilidade de tempo ao leitor, são absolutamente impessoais. Ao encontrar uma mensagem em formato PowerPoint que lhe agrada e que deseja partilhar com seus amigos, escolha os amigos de acordo com a mensagem em questao e envie apenas para estes, lembrando sempre de enviar uma mensagem sua, algo pessoal, dirigido diretamente a quem vai receber a mensagem. Nunca envie a mesma mensagem a todos os seus contatos, isso demonstra apenas que voce gostou da mensagem e isso nao é motivo suficiente para alguém desejar abri-la.